Abstenção cai para 19,21% no 2º turno e marca recorde desde
A abstenção no 2º turno caiu para 19,21%, o menor índice desde 2006. Confira agora os dados detalhados sobre a participação dos eleitores nas urnas.
A abstenção no segundo turno das eleições presidenciais atingiu o menor patamar desde 2006, com 19,21% de ausentes, superando a participação do primeiro turno.
A abstenção no segundo turno das eleições presidenciais registrou uma queda significativa neste domingo, atingindo a marca de 19,21%. Este índice representa o menor nível de ausência de eleitores em um segundo turno desde o pleito de 2006. Além disso, os votos brancos e nulos também alcançaram o patamar mais baixo registrado neste século.
Com 99,89% das urnas devidamente apuradas, os dados confirmam uma redução de 1,87 ponto percentual em comparação aos 21,08% observados no primeiro turno. Embora cerca de 30,4 milhões de eleitores não tenham comparecido às urnas, o número total de votantes cresceu em aproximadamente 3 milhões em relação à etapa anterior.
Análise da abstenção e votos inválidos
Os votos brancos e nulos, que não são contabilizados no resultado final, somaram 3,23% nesta fase decisiva. No primeiro turno, esse índice havia atingido 4,77%. Portanto, houve uma participação mais efetiva do eleitorado, mesmo diante de desafios logísticos enfrentados em diversas regiões do país.
O aumento no comparecimento ocorreu apesar de relatos de falhas no transporte público, identificadas pelo Ministério da Justiça em vários municípios. Em Salvador, a situação foi crítica, resultando na determinação de prisão do secretário de Mobilidade, Pablo Souza, pela Justiça Eleitoral.
Diante dos problemas logísticos e das fortes chuvas, partidos políticos solicitaram medidas emergenciais:
O PT pediu a prorrogação do horário de votação devido às falhas no transporte. O PL solicitou a extensão do prazo em São Paulo, Paraná e Santa Catarina por conta das chuvas. O STF e o TSE decidiram estender o horário até as 19h, embora muitas seções já tivessem encerrado os trabalhos. A distribuição geográfica da abstenção apresentou variações importantes entre os estados. A taxa de ausentes caiu em 18 unidades da federação e subiu em nove. A Bahia liderou a redução, passando de 19,97% para 16,74%, seguida por Pernambuco, que caiu de 18,17% para 15,19%. Em ambos os estados, o candidato Lula obteve a maioria dos votos.
Em São Paulo, onde Flávio Bolsonaro conquistou a maioria dos votos válidos, a taxa de abstenção recuou de 22,54% para 19,79%. Por outro lado, as maiores altas foram registradas no Amapá, Roraima e Acre, com aumentos expressivos de 8,06, 6,03 e 5,68 pontos percentuais, respectivamente.
Historicamente, o percentual de ausentes costumava subir na segunda etapa das eleições. A primeira exceção ocorreu em 2022, quando a taxa passou de 20,95% para 20,57%. Dessa forma, o cenário atual consolida uma tendência de maior engajamento cívico. Para acompanhar mais desdobramentos sobre o pleito, acesse a nossa categoria de notícias.
Fonte: rdnews.com.br